Já parou para pensar na importância de parar?

Gosto de caminhar, andar a pé… sempre gostei. Nesta época, gosto ainda mais. Aproveito esses momentos para ouvir música ou podcasts e observar. Observo as árvores e plantas cheias de flor, o céu cada vez mais azul, os animais que passeiam e as pessoas.

Tenho dado por mim a pensar que mesmo com a chegada dos dias mais quentes e maiores, as pessoas continuam na correria do seu dia-a-dia, pouco disponíveis para prestar atenção ao seu bem-estar e aos seus, entranhados nas suas rotinas.

Rotina... esta coisa tão apreciada por uns e tão detestada por outros.

De facto, ter uma rotina, ou várias, pode ajudar-nos a criar hábitos e a fazer coisas de forma mais automática, sem pensarmos tanto nelas. Por outro lado, tornar as coisas automáticas pode tornar-se desgastante e monótono.


A saúde continua a não ser uma prioridade, as atividades prazerosas ficam para depois, dar-se tempo para fazer o que apetece (incluindo não fazer nada) é constantemente adiado. Há sempre tanto a fazer, tanto trânsito, tanta confusão e barulho que as pessoas entram num ciclo vicioso do qual se torna cada vez mais difícil sair.

Esta exposição a estímulos constantes faz com que, muitas vezes, exista uma sensação de estranheza quando se para (como se se estivessem a esquecer de fazer alguma coisa, ou como, se de alguma forma, se sentissem culpados por não estarem a fazer "o que deviam" quando há tanta coisa para fazer).

Apesar de as pausas não serem encaradas da melhor maneira por todos, são uma grande oportunidade para as pessoas se afastarem destes estímulos e stress constante e, consequentemente, aumentar a sua qualidade de vida, bem-estar, motivação e até o desempenho laboral e/ou académico.


Caro leitor, já parou para pensar na importância de parar?

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